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Pr. Alexandre Gonçalves

Pr. Alexandre Gonçalves
@Pr_AlexandreGon

Nov 25
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Esse acidente abaixo envolvendo um bitrem é o reflexo do que vem ocorrendo nas rodovias do Brasil em virtude do afrouxamento da Lei do Descanso promovida pelo governo Bolsonaro como um presente às transportadoras em sua incansável sanha de lucros. Isso explica o apoio ao "mito"+

que muitas transportadoras manifestam, pois foram muitas alterações no Código de Trânsito Brasileiro feitas para afrouxar a fiscalização da PRF. A mais nociva e perigosa delas diz respeito à lei do descanso que alterou o art. 67 do CTB. Como funcionava antes? O motorista de +
veiculos de carga, por exemplo, em um espaço de 24h, era obrigado a descansar 11h, sendo 3h de forma "picada" (minimo 30 min por parada) e 8h ininterruptamente. De forma geral, ele não poderia dirigir mais de 6h sem dar uma paradinha de 30 min e teria de ter um descanso de 8h +
direto a cada 24 horas de jornada de trabalho. Como era feita a fiscalização? A PRF abordava o veiculo e veritifcava o disco do cronotacógrafo (equipamento obrigatório para esses veiculos). No disco consta todo o histórico do motorista. Caso ele não tivesse cumprido o descanso+
obrigatório ou estivesse com o disco vencido, ele era autuado e seu veiculo era retido no pátio por 11h para que ele descansasse. Caso o pátio da Unidade Operacional nao tivesse condições para a permanência do caminhoneiro, ele era liberado para descansar no ponto de apoio mais+
próximo mediante recolhimento dos documentos do veículo e teria de apresentar em até 24h o veiculo na Unidade Operacional da PRF com o disco do cronotacógrafo indicando as 11h de parada. Isso evitou muitos acidentes em decorrência do sono, que age no motorista tal qual uma droga+
pois com extremo sono ou sob efeito de remedios (rebites) o condutor dorme com os olhos abertos e provoca esse tipo de acidente que está na foto. O que Bolsonaro fez? Manteve a lei, mas invetou uma condição: a lei somente pode ser aplicada se houver na rodovia pontos+
cadastrados de apoio em distância determinada. E isso não existe em 98% das rodovias, pois os postos de gasolina e as bases da PRF é que funcionam como parada de caminhoneiro. Como o interesse é não aplicar a lei, os pontos de apoio não serão criados e logo nao serão cadastrados+
Sendo assim, urge voltarmos ao que era estabelecido antes a fim de que possamos ter rodovias mais seguras e motoristas menos explorados, pois eu mesmo já vi discos em que o motorista dirigiu 20 horas ininterruptas, sob efeito de "rebites" e colidiu sem nenhuma reação.
Pr. Alexandre Gonçalves

Pr. Alexandre Gonçalves

@Pr_AlexandreGon
Pastor (https://t.co/EJDqDnfJe9), PRF e vice-pres. do SINPRF-SC. Pastor de rejeitados e pobres. https://t.co/zLlgcFpb6D
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