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Crimes Reais

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Sep 23

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Ele atraía as crianças, as estuprava, torturava e desmembrava, ocultando os restos ao dissolvê-los em barris com ácido clorídrico: o pior serial killer do Paquistão, Javed Iqbal.

Nascido em 8 de outubro de 1956, em Shad Bagh, bairro em Lahore, Punjab, no Paquistão, Javed Iqbal Mughal foi uma criança com uma vida confortável, pois seu pai era um empresário bem sucedido e conhecido da região.

Quando mais velho, Javed começou a ser isolado pela família, pois haviam suspeitas a respeito da homossexualidade dele, algo condenável à época no Paquistão. Mais tarde, se formou em engenharia química, tendo já conseguido abrir a sua própria loja na indústria do aço.

Neste negócio, ele se limitava a contratar garotos jovens e de baixa renda. Foi em 1990 que o lado criminoso de Javed começou sendo descoberto, quando o pai de um dos seus funcionários o acusou de praticar sodomia com seu filho.

Com a morte de seu pai, Javed herdou uma boa parte da herança, apesar de ter sido repartida por seus 5 irmãos. Com o dinheiro, ele expandiu os seus negócios, fez vários investimentos e abriu um fliperama que viria a ganhar grande notoriedade.

Segundo boatos, esse fliperama funcionava como um engodo. Javed deixava cair moedas propositadamente, para ver se alguma criança o roubava. Ao flagrá-la, ele possuía um pretexto para a levar para uma sala isolada como castigo, aproveitando a oportunidade para apalpar a criança.

Como o fliperama foi o primeiro da região e os preços eram extraordinariamente baixos, era extremamente frequentado por garotos, o que alimentava as suas fantasias perversas.

Apesar das incertezas da sexualidade de Javed, pensa-se que ele havia casado com uma irmã de um dos seus funcionários. Contudo, não há muitas informações a respeito, exceto que o casamento não teria durado.

Em 1998, um comerciante acusou Javed de sodomizar dois de seus filhos, enquanto estava armado, aliciando-as com dinheiro para que os “encontros” se repetissem. A polícia fez uma emboscada e levou Javed sob custódia.

Após o julgamento, ele foi liberado ao pagar uma fiança. O juiz determinou que ambos os lados deveriam entrar em acordo, além da inexistência de testemunhas.

Em setembro do mesmo ano, Iqbal e um de seus funcionários foram brutalmente agredidos por 2 rapazes que trabalhavam para ele, além de roubarem aproximadamente 8 mil rupias (255 reais). Javed ficou extremamente debilitado e ferido, estando internado por 22 dias.

Durante esse período, sua mãe veio a falecer por desgosto, por ver o seu filho hospitalizado. Para pagar os tratamentos, a família de Javed vendeu alguns bens dele, pois não queriam gastar o próprio dinheiro com ele.

Durante os dias que esteve em coma, uma outra vítima acabou confessando à família de Javed que os rapazes que o agrediram estavam apenas se defendendo de uma anterior tentativa de abuso que sofreram por parte dele.

Ao se recobrar, acabou sendo detido sob estas acusações, porém ele negou tudo e foi solto após pagar fiança. No ano seguinte, em 1999, um jornal local recebeu uma carta enviada por Javed Iqbal. Na mensagem, ele confessava ter assassinado 100 rapazes, em um período de 6 meses.

Ele atraía as crianças, as estuprava, torturava e desmembrava, ocultando os restos ao dissolvê-los em barris com ácido clorídrico. Na carta, ele descreveu que suas vítimas eram sobretudo órfãs e que os ataques poderiam voltar a acontecer.

Javed Iqbal foi preso após se dirigir a um escritório de um jornal local e pedir para chamar as autoridades, de modo a se entregar pacificamente. No interrogatório, ele assumiu a responsabilidade a respeito de todas as acusações do caso.

No entanto, durante o julgamento, Iqbal negou todas as acusações, declarando ainda que havia sido obrigado a mentir no interrogatório. Segundo ele, tanto o sangue, como os restos de membros nos barris não eram humanos.

Ele ainda justificou tudo isto como uma manobra para alertar todos os pais a cuidarem melhor de suas crianças, pois, segundo Javed, os pais “relaxavam demais”. Contudo, Javed Iqbal foi condenado à morte, através do seu próprio modus operandi.

Em 2001, antes da pena capital ser aplicada, Javed foi encontrado morto dentro de sua cela. Em primeira instância, a causa da morte foi indicada como suicídio, no entanto, ao realizar a autópsia, essa hipótese foi descartada.

Existem várias teorias em relação à morte de Iqbal. Algumas pessoas creem que tenha sido realmente suicídio, outras acreditam que tenha sido forjado pela polícia.

Esta segunda hipótese, é sustentada pela tese que afirma que, na época em que Javed recebera a herança de seu pai, havia criado um jornal em que divulgava vários casos de corrupção dentro das forças policiais.

Anos após sua morte, cerca de 30 crianças que foram dadas como mortas por Javed, reapareceram bem de saúde. Porém, as famílias destas crianças foram obrigadas a manter segredo a respeito do reaparecimento dos seus filhos, o que levanta certas dúvidas em relação a todo o caso.

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