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rodolfoalbiero

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@rodolfoalbiero

Jan 8, 2024
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@Nilson Xavier 📺 Adalberto Vasconcellos NUNCA foi o assassino da novela A Próxima Vítima. O desfecho exibido no Brasil é um grande absurdo, uma mudança de última hora para não dar o braço a torcer à imprensa e surpreender o público. Como ele mesmo diz: "não fui eu". Segue o fio🧶

Em matéria do site R7, publicada em 2011, o próprio Cécil Thiré, intérprete de Adalberto, explica que o personagem de Otávio Augusto era assassino da trama, mas houve uma mudança. Vamos entender os motivos e o porquê de Adalberto jamais poder ser o assassino.
A Próxima Vítima era uma novela das 8, a principal audiência da Globo na semana. A produção recebia cobertura intensa não só das revistas especializadas e dos grandes jornais. Muitas mortes foram antecipadas pela imprensa, gerando grande revolta no autor.
Primeiro vamos relembrar a história, que se passa em 1995, e só explicada no último capítulo. Em 1968, Francesca Ferreto era casada com Giggio de Angelis e tinha Marcelo Rossi como amante. Seu marido no entanto, não admitia se divorciar.
Francesca então arquitetou um plano diabólico. Seduziu um segundo homem e convenceu-o matar Giggio em uma festa para comemorar o Ano Chinês em um iate. Antes de morrer, no entanto, Giggio acusa a esposa de tramar tudo juntamente com seu amante diante de sete testemunhas.
As sete testemunhas foram subornadas para ficar em silêncio. Passados mais de 25 anos, cada uma delas passou a receber uma lista com o horóscopo chinês, uma referência à festa no iate e uma mensagem "Estão todos condenados". Uma por uma, foram assassinadas violentamente.
E por que essas pessoas eram mortas? Na versão "brasileira", o assassino era o segundo amante enganado por Francesca para eliminar Giggio.Apesar de nenhum dos presentes no barco achar que Marcelo cometera o crime, Eliseo, então noivo de Filomena, reconheceu o verdadeiro homicida.
Segundo esse final, Adalberto era ameaçado por alguém que o vira matar Giggio. Decidiu fazer "queima de arquivo", eliminando as sete testemunhas. Matou ainda Ulisses, seu capanga, para só depois descobrir que era Eliseo quem realmente o ameaçava.
Mas o artigo 109 do CPP estabelece que o prazo máximo para prescrição é de 20 anos para os crimes puníveis com pena máxima de reclusão superior a 12 anos, como é o caso do homicídio doloso. Portanto, desde 1988, o verdadeiro assassino de Giggio não poderia mais ser punido.
E se Eliseo nutria tanto ódio e desprezo por Adalberto, conforme indica Filomena no 'final brasileiro', como é que ele chegou a propor um "acordo de cavalheiros" com o cunhado, confiando na boa vontade dele para encobrir um caso extraconjugal?
A confiança em Adalberto chegou a ser tão grande a ponto de termos demonstrações de amizade e afeto por parte de Eliseo...
Para reconquistar a esposa Carmela, Adalberto passou a chantagear Eliseo, ameaçando revelar o caso extraconjugal do cunhado. Mas era Eliseo quem ameaçava Adalberto, como ele se permitiu ser chantageado? E ainda mais nesse nível, a ponto de fazer um grande desfalque na empresa.
Nesta versão Ulisses é realmente irmão de Ana, mas explicação para sua participação nos crimes é esdrúxula. Marcelo afirma que ele só conseguiu emprego no restaurante de Adalberto em Brasília e "ficou devendo favor". Mas que de gratidão é essa a ponto de virar capanga depois?
Nada disso faz sentido. Ana fala que o irmão estava desaparecido há mais de 30 anos e ele diz que ficou 20 anos preso. Como conseguiu sair da prisão, trabalhar com Adalberto, se ele se mudou para Brasília logo após dar o golpe em Carmela, quando Isabela ainda era criança?
A explicação de que as cartas ameaçadoras de Eliseo seriam para afastar Adalberto da família não faz sentido. Quando Filomena queria localizá-lo e Eliseo nem ao menos sabia onde encontrá-lo. Marcelo precisou contratar um detetive para achar o cunhado.
Depois de dar um golpe, Adalberto fugiu, abandonando esposa e filha criança. Foi para Brasília, abriu um restaurante e faliu. Voltou para São Paulo praticamente como um indigente.
Adalberto é um personagem ambíguo, como quase todos do núcleo Ferreto. Casou-se com Carmela, após ser rejeitado por Francesca e Filomena, mas posteriormente foi amante da cunhada quando já era casado. Mas nunca foi o assassino em série de trama.
Detalhe: para transformar Adalberto em assassino, Silvio de Abreu mudo inclusive sua ocupação anterior. Em vez de vender "peças roubadas de carro" ele passou vender "carros usados", o que justificaria ele ser dono de um "Opala preto de quinta mão".
Não é só Silvio de Abreu quem se recusa a admitir a verdade. Alcides Nogueira, um dos seus colaboradores, tenta justificar o injustificável. O trabalho de Adalberto só é citado no cap. 29, mais de um mês após a novela entrar no ar. E o personagem só surge na tela no cap. 32.
O único perigo seria se ele soubesse que era Eliseo que lhe enviava os bilhetes. Mas Eliseo nada fez para evitar que Adalberto voltasse a morar na mansão, firmou acordo de cavalheiros com ele e ainda se deixou ser subornado... ah, faça-me o favor!
Para piorar, Adalberto só descobre que Eliseo é o autor das cartas ao encontrar cópias delas no apartamento da amante dele. A história toda das cartas ameaçadoras é ridícula do começo ao fim, por se tratar de um crime prescrito, mas guardar cópias ofende nossa inteligência!
Como Eliseo conseguiu viver sob o mesmo teto com um assassino em série que não estava para brincadeira e ainda sendo subornado por ele? Não faz sentido!Bastava entregá-lo à polícia, mesmo que por uma denúncia anônima. Como não fez isso, foi assassinado pela mais completa burrice.
Mesmo na versão em que Adalberto é culpado, Ulisses também é assassino, mas como capanga. No último capítulo, é mostrado ele como o responsável pelo envenenamento de Hélio Ribeiro no aeroporto.
Ulisses também matou Josias, pois Adalberto estava internado naquele período num spa a mando de Filomena e sob rigorosa supervisão dela para melhorar sua aparência antes de voltar para a elite paulistana.
Júlia foi claramente morta por Ulisses, após ele ouvi-la ao telefone reservando um voo para fugir do Brasil na pizzaria da Mooca. Ulisses arrumou uma desculpa e saiu apressado do local. A morte dela foi decidida em cima da hora e só poderia ter sido cometida por ele.
Ulisses também matou Ivete. A idosa morreu justamente após Ana começar a desconfiar que a vizinha estava fingindo invalidez e comentar com o irmão. E é justamente após ver Ulisses que ela fica desesperada e sai andando pela casa.
Ivete confessa que estava fingindo por medo de morrer e morta em seguida. E quem poderia ter cometido esse crime sem levantar suspeitas? Mais uma vez foi Ulisses, que morava no bairro e teria chance de entrar sem ser percebido na casa da namorada para fazer o serviço.
A morte de Cleber também foi cometida por Ulisses. O Opala preto permaneceu estacionado em frente ao prédio da família Noronha, enquanto Adalberto e Eliseo estavam na mansão tramando como seria desviado o dinheiro para comprar as ações para Carmela.
Cléber trabalhava na pizzaria de Ana e conhecia Ulisses. Ele tinha muito receito da família Ferreto, mas foi abordado por uma pessoa que conhecia e não temia, o que excluía todos os integrantes do clã. Portanto, fica óbvio que foi Ulisses quem o jogou no fosso do elevador.
Além disso, quando Irene sofre um atentado no capítulo 96, Adalberto está na mansão com toda a família Ferreto. Ou seja, não estava guiando o carro. Já Ulisses...
Após a suposta morte de Ulisses, o Opala é visto em momentos em que não poderia estar sendo guiado por Adalberto. Ele está reunido com sua secretária no frigorífero enquanto o motorista do Opala está observando Bruno jogar os sapatos usados enquanto matou Romana.
No capítulo 197, Irene e Lucas se deparam com o Opala preto pela última vez. Também nessa ocasião Adalberto está no frigorífero em reunião com sua secretária.
Agora vamos à suposta morte de “Ulisses”. Na noite anterior à explosão do depósito, ele estava abraçado com Quitéria, então sua namorada, na praça, quando o Opala é focalizado muito próximo deles. Ao contrário das outras mortes, não temos o ponto de vista do assassino.
Adalberto também NÃO MATOU Ulisses. Ele passou a noite na mansão, enquanto o Opala estava na Mooca. Além disso, imediatamente após a explosão, vemos Adalberto e Eliseo chegando ao frigorífero. É evidente que estavam juntos havia um bom tempo, combinando o que fazer sobre Solange.
Fica mais que que evidente que Opala estava estacionado em plena rua única e exclusivamente para que “Ulisses” fugisse dali após simular a própria morte enquanto todos estavam focados na explosão.
É óbvio que o personagem de Otávio Augusto sempre foi o assassino da trama, mas por uma motivação completamente diferente. A imprensa já estava mais que desconfiada de Ulisses, que liderava as listas de suspeitos. Silvio de Abreu optou por jogar fora toda sua ideia original.
No entanto, o autor nunca admitiu que o verdadeiro assassino era Ulisses. Em entrevista à Folha de S.Paulo durante a exibição da novela, negou veementemente, que o garçom era o assassino.
Apesar de nunca admitir ter mudado a trama, ele já cometeu deslizes, como nessa entrevista a fãs da novela.
Pois é isso mesmo: VIN-GAN-ÇA é o único motivo plausível para essa história. No final “alternativo”, que na verdade é o final real da novela. O personagem interpretado por Otávio Augusto é filho do contador condenado injustamente pela morte de Giggio de Angelis.
Preso por 20 anos por matar o advogado que não conseguiu absolver seu pai, bolou um plano de vingança contra aqueles que venderam seu silêncio. Na cadeia, conheceu o verdadeiro Ulisses, irmão de Ana, e posteriormente usurpou seu lugar.
Sedento por vingança, conheceu Zé Bolacha no Paraná e o convenceu de que era o irmão perdido de Ana, dado como morto havia muitos anos. Ele precisava de uma forma segura ser aceito pela família. Josias poderia ser uma pedra no caminho, abrindo os olhos de Ana.
Com a morte de Josias, poderia tranquilamente ocupar seu posto na pizzaria, com o pretexto de ajudar sua suposta irmã. Ali, seria um porto seguro para vigiar algumas de suas vítimas de perto, não ser incomodado pela polícia e seguir cometendo seus crimes sem despertar suspeitas.
O complexo plano de vingança incluía simular a própria morte. Antes de o depósito explodir ele pega uma caixa misteriosa e indica que precisava se livrar dela. Ali estava o corpo do mendigo do mendigo morto em seu lugar.
Nessa versão Bruno é filho do falso Ulisses e cúmplice de seus crimes. Ao ser preso, ele confessa que conseguiu dinheiro para mandar Bruno pra Itália seduzir a Romana e se infiltrar na família, com o objetivo dele único herdeiro dos Ferreto após matar todos os membros da família.
Ulisses sempre demonstrou um ódio quase doentio por Marcelo Rossi, pessoa que ele nem ao menos conhecia pessoalmente. A justificativa que ele dava para tanto ódio não tem sustentação. Ele dizia que era pelo que Marcelo havia aprontado a vida inteira com a irmã dele.
Apesar de ser um conquistador barato, ao ponto de manter, ao mesmo tempo, uma esposa e duas amantes, sendo Ana uma delas e a outra era a própria sobrinha Isabela, Marcelo era um excelente pai para os filhos de Ana.
E qual era a razão para esse ódio monumental? Temos a resposta apenas no desfecho em que Ulisses é o assassino. Como ele era filho do contador que se suicidou na prisão, não perdoou o homem que foi o pivô da morte de Giggio, que culminou na prisão e posterior suicídio de seu pai.
Quase no fim da trama, após insinuação de Bruno, filho de Ulisses, a polícia descobre uma caixa em seu quarto na Mooca com uma caixa contendo um pertence de cada uma das vítimas.
Aquilo foi claramente plantado para incriminar Marcelo, algo que é percebido inclusive por Olavo. E essa caixa só faz sentido se o falso Ulisses for o assassino. Afinal, se Adalberto matava por queima de arquivo, não teria motivo algum para guardar troféus de seus crimes.
Isso é coisa de quem já tinha um plano traçado e que ia levá-lo até o fim. Aliás, morte por queima de arquivo não justifica o bilhete que ia anexo à lista chinesa, onde se lia: “ESTÃO TODOS CONDENADOS!”. Isso deixa clara a intenção do assassino em eliminar a todos.
As provas dos crimes contra as sete testemunhas foram encontradas no quarto do Marcelo na casa do Zé Bolacha por indicação de Bruno. Ele sabia que estavam lá, pois foi seu pai, “Ulisses”, quem plantou o material lá antes de simular a própria morte.
No final “brasileiro”, Para tentar justificar alguma relação entre Adalberto e Bruno, o gigolozinho foi transformado em mais um cúmplice de Adalberto, mas essa conexão entre os dois nunca existiu. Isso mostra como Silvio de Abreu se enrolou totalmente ao mudar o final da novela.
Adalberto nunca esteve realmente em posição de influência diante de Bruno. Enquanto buscava papéis em branco assinados por Eliseo ele pediu para Bruno botar o preço que quisesse. Se tivesse alguma prova de que ele matou Romana certamente exigiria em troca do seu silêncio.
No final “brasileiro”, o sapato do Bruno teria sido achado no quarto de Adalberto na mansão Ferreto. Mas como já mostramos anteriormente, Adalberto estava no frigorífero enquanto Bruno se livrava deles. Portanto, não tinha como ter posse deles. Um diálogo sem sentido.
Esse é mais um dos pontos negativos da versão “brasileira”. Não temos o fechamento do que houve com Bruno. Os sapatos ainda passariam pela perícia. A novela termina e não sabemos se ele vai pagar pela morte de Romana.
Mais um detalhe: a morte de Julia foi decidida em cima da hora, pois ela na verdade deveria ter sido eliminada na Itália, onde morava havia muitos anos. A lista chinesa que estava com ela na verdade pertencia a Arnaldo Roncalho e estava sob a posse de Irene.
Após a morte de Julia, um representante da embaixada traz sua correspondência da Itália e a lista chinesa estava entre os itens. Ou seja, ela nem chegou a tomar conhecimento desta lista antes...
Portanto, o assassino planejava matar Júlia na Europa. Mas quem faria isso? Adalberto, completamente sem grana e morando numa espelunca? Não! Bruno, que morava na Itália com Romana, era quem faria o serviço.
Sobre Ulisses, Ana acreditava que seu irmão estava morto há anos, mas Zé Bolacha apresenta um homem que conheceu no Paraná e se dizia irmão dela. Diz ainda que o conhecia há cinco anos. E isso bate certinho com a época em que ele saiu da cadeia.
Giggio foi morto em 1968. O contador que era pai do falso Ulisses e avô de Bruno foi condenado pelo crime e se suicidou provavelmente poucos anos depois, considerando o tempo da justiça brasileira. O falso Ulisses foi preso por matar advogado por não ter absolvido seu pai.
A novela se passa em 1995, então Zé Bolacha conhecia o falso Ulisses desde 1990. Provavelmente foi preso em 1970, dois anos após a festa. Em 20 anos na cadeia, elaborou um plano para se vingar de todos os que mentiram para a Justiça, levando seu pai a uma condenação injusta.
Um plano estruturado que enganou a própria irmã do verdadeiro Ulisses e os sobrinhos. É possível que ele tenha passado por Minas Gerais e entrado em contato com parentes e amigos que ainda moravam lá para ter acesso a histórias e detalhes da família e fotografias antigas.
Apenas o final “alternativo” revela o segredo entre Marcelo e Filomena. Ele chegou a desviar um US$ 1 milhão do frigorífico, mas acabou fazendo um acordo de devolução. Ao se casar com Isabela, recebeu como presente 5% das ações do frigorífico e o direito de permanecer na mansão.
Mas afinal, que segredo era esse? Marcelo guardava a identidade do verdadeiro assassino de Giggio: Eliseo. Àquela altura ele não mais poderia ser preso, mas Filomena sempre teve pavor de escândalos envolvendo o nome da família. Curiosamente, é Adalberto quem confirma o segredo.
Adalberto também sabia do segredo de Eliseo. Ao ser acusado de “canalha” pelo cunhado, afirma categoricamente “você é muito pior que eu e sabe disso”. Afinal, matar um homem, como tinha feito Eliseo, era muito pior do que dar golpes financeiros na família.
Fosse Adalberto mesmo um assassino maníaco e tivesse liquidado friamente Eliseo, não teria a menor necessidade de melhorar a imagem do falecido cunhado perante sua viúva...
Terminando este longo fio, só tenho a lamentar que uma trama de primeiríssima qualidade tenha sido mudada por causa da pressão da imprensa. Apesar de o desfecho com Ulisses assassino ser a ideia original, ficou inferior à primeira versão gravada em termos de interpretação.
As atuações são muito menos intensas do que na versão em que Adalberto é o criminoso. Tereza Rachel nem voltou a gravar. O fato de a telenovela ser uma obra aberta prejudicou MUITO uma das maiores obras da TV brasileira. De qualquer forma, vale assistir e reassistir! FIM DO FIO
Obs: a lista chinesa também foi alterada, conforme já abordei em um fio anterior: x.com/rodolfoalbiero
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@Nilson Xavier 📺 Esse vídeo mostra que em A Próxima Vítima não só o assassino foi alterado como a lista chinesa. Repare que a voz não cita Josias da Silva, ou seja ele não era uma das sete vítimas originais, nem Leontina Mestieri, esposa de Zé Bolacha, já mortos. Segue o fio🧶
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