𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐞́ 𝐢𝐬𝐭𝐨

Relembrando, este modelo visa encontrar numa poll de cerca de 30 mil jogadores e +50 ligas, soluções para as posições mais carenciadas do plantel (mais detalhe sobre o exercício no final do artigo).
Os resultados são posteriormente avaliados com recurso a vídeo de modo a tentar obter sinergias entre a componente estatística e o eye-test

No caso dos Leões, a estratégia passaria por reforçar os sectores do terreno com menos soluções e acautelar eventuais vendas no Verão, privilegiando atletas com maturidade suficiente para render no imediato, sem descurar o potencial de valorização.
Nomeadamente

O centro da defesa que está algo desfalcado com a lesão de Debast

e participação de Diomande

na CAN, e precavendo antecipadamente também alguma saída no Verão (Diomande

ou Inácio

).

Reforçar o meio-campo precavendo a previsível saída de Morita

no Verão e a dúvida em relação ao estado físico de Bragança

.

Continua a parecer faltar uma opção para a lateral esquerda do ataque dos Leões, pelo que um extremo esquerdo de pé contrário seria uma adição bem-vinda ao plantel.
Explorando os resultados


🧠𝑴𝒆́𝒅𝒊𝒐-𝑪𝒆𝒏𝒕𝒓𝒐

𝐁𝐫𝐚𝐢𝐚𝐧 𝐎𝐣𝐞𝐝𝐚
O paraguaio com uma breve passagem pela Europa (Nottingham Forest), é o dono do meio-campo do Salt Lake há 3 temporadas, assumindo um papel central no equilíbrio da equipa.
Destaca-se pela intensidade constante, grande disponibilidade física e agressividade na pressão e no desarme, sendo muito forte na recuperação e primeira fase de construção.
Apesar da estatura modesta, compensa com bom posicionamento e leitura de jogo. Com bola é seguro, criterioso no passe curto e médio, e confortável a jogar em espaços reduzidos.
Tem vindo também nas duas últimas temporadas a acrescentar impacto ofensivo, surgindo em zonas de finalização e a decidir jogos pontualmente.
Tem um perfil de médio versátil, capaz de actuar de forma mais posicional ou como box-to-box.
É um atleta muito competitivo, fiável e em clara evolução, com características interessantes para contextos de maior exigência táctica e intensidade, como poderia ser a realidade que encontraria nos Leões.
Opção a ter em conta para a substituição de Morita

.

Outras Opções:

Rodrigo Zalazar

(SC Braga)



Christos Zafeiris

(Dinamo Zagreb)


Salvatore Esposito

(Spezia)


🪄𝑬𝒙𝒕𝒓𝒆𝒎𝒐-𝑬𝒔𝒒𝒖𝒆𝒓𝒅𝒐

𝐓𝐨𝐦𝐚́𝐬 𝐂𝐮𝐞𝐥𝐥𝐨
Extremo rápido e tecnicamente evoluído, com um já longo percurso no futebol Brasileiro e desde o inicio do ano ao serviço do Atlético Mineiro
Destaca-se pela velocidade, capacidade de drible e inteligência táctica, que lhe confere grande versatilidade na forma como é utilizado.
Actua preferencialmente a partir da ala esquerda, procurando beneficiar do pé contrário ao atacar por dentro, conseguindo igualmente explorar a profundidade pelo corredor.
Desequilibra com facilidade, desencadeando ataques perigosos com frequência. Acrescenta ainda pela disponibilidade sem bola, realizando constantes sprints de alta intensidade ao longo do jogo.
Parece poder beneficiar de um contexto diferente, inserido numa equipa com outros argumentos colectivos, potenciando de forma significativa o seu output ofensivo e a capacidade para desbloquear jogos através da criação e do impacto no último terço.
A lesão que sofreu este ano, com moderada gravidade, interrompeu a sua grande consistência exibicional mas regressou à competição em grande plano.
O historial recente levanta alguma incerteza quanto à recorrência, factor que poderá pesar a favor dos interessados numa eventual negociação.

Outras Opções:

Mika Godts

(Ajax)



Nicolò Cambiaghi

(Bologna)


El Kadiri

(De Grafschaap)


𝐌𝐨𝐝𝐞𝐥𝐨 𝐈𝐧𝐯𝐚𝐝𝐞𝐫𝐒𝐭𝐚𝐭𝐬

O modelo é desenvolvido em Python e fundamenta-se na análise e normalização de mais de 100 métricas distintas. Essas métricas são posteriormente normalizadas e agregadas, baseando-se na similitude dos resultados obtidos, para formar clusters de atletas por posição.
Esses clusters são então avaliados e ranqueados com notas variando de 1 a 10, tendo igualmente em conta o modelo de jogo da equipa para a qual é elaborado, o que o diferencia fundamentalmente da grande maioria dos modelos existentes no ‘mercado’.
O processo de ranqueamento incorpora ponderações inspiradas em sistemas como a Bota de Ouro e o Soccer Power Index, almejando garantir que atletas que actuam em ligas de menor exigência não sejam indevidamente favorecidos.
Os dados analíticos são fornecidos pela Wyscout e correspondem à temporada 2025/2026.
É importante salientar algumas considerações críticas:

Natureza do Exercício: O estudo é predominantemente teórico e estatístico, embora o “eye test” (análise qualitativa) também desempenhe um papel relevante na análise.

Apresentação de Dados: Cada categoria de avaliação é composta por um conjunto de métricas específicas, sendo reportado apenas o resultado final deste conjunto.

Seleção de Jogadores: Os jogadores sugeridos pelo modelo não são necessariamente os que ocupam a primeira posição no seu respectivo cluster. O processo, embora rigoroso, não é isento de falhas e inclui uma componente de julgamento humano, especialmente no que se refere à viabilidade de transferências e à disponibilidade de mercado dos atletas.

Especificidade dos Ratings: Os ratings são atribuídos dentro de cada posição específica, ou seja, os jogadores são avaliados e comparados apenas com outros jogadores do mesmo cluster, e não em relação a toda a base de dados.

Escala de Avaliação: A escala de rating vai de 1 a 10, com um sistema de color grading que reflete o quão satisfatórios ou insatisfatórios são os resultados.

Exclusão de Guarda-Redes: O modelo não inclui a posição de guarda-redes, e, consequentemente, não oferece recomendações para esta categoria.

Este modelo é uma tentativa prática na análise de desempenho de atletas, ambicionando integrar rigor estatístico com insights qualitativos e procurando oferecer uma ferramenta para avaliação e seleção de jogadores, particularizando o modelo de jogo da equipa, no contexto do futebol moderno.
